Áreas de fronteira disputam ponte internacional

A abertura do último envelope do edital que definirá a empresa responsável pelo estudo de viabilidade de uma ponte internacional na fronteira do Brasil com a Argentina corre na tarde desta quinta-feira, em Foz do Iguaçu, no Paraná. A proposta refere-se ao preço cobrado para a realização do serviço. Segundo Airton Bertol, presidente da Fundação Pró-Construção da Ponte Internacional Porto Mauá-Alba Posse, que coordena uma comitiva da Fronteira-Noroeste que acompanhará o ato, apenas um consórcio segue na disputa, pois os outros dois foram desclassificados por problemas na documentação. O grupo é formado por empresas brasileiras e argentinas: Iatasa, Grimaux, Atec, NPT e Ballcons.

Conforme Bertol, o preço máximo que pode ser cobrado é de R$ 875,5 mil. Ele explica que, se o consórcio tiver um valor igual ou inferior ao teto, será o escolhido. De acordo com o presidente da Fundação, a expectativa é de que ainda neste ano ocorra a assinatura do contrato, para que se possa iniciar a contagem dos 230 dias, prazo para o encerramento do estudo. O levantamento irá escolher a região onde ficará a ponte: Itaqui-Alvear, na Fronteira-Oeste; Porto Mauá-Alba Pose, na Grande Santa Rosa; ou Porto Xavier-San Javier, nas Missões. Do estudo, resultará uma ordem para a obra. Após, será lançado o edital de engenharia e construção da travessia.

Bertol diz que a expectativa é grande e que a região está preparada para receber a visita das empresas responsáveis pelo estudo, apresentando as potencialidades locais. "Temos indústrias e potencial turístico que precisam de uma ponte internacional para intensificar o desenvolvimento regional", destaca. Ele ressalta a grande movimentação na travessia de veículos por balsa, crescente a cada ano. Hoje, são 170 que ultrapassam a fronteira diariamente. Segundo o presidente da Fundação, a região de Alba Posse, na Argentina, e cidades vizinhas, como Oberá, também aguardam a estrutura, para expandir a produção de erva e chá e promover a integração entre os dois povos, com a realização de festas e feiras de negócios.

Esta será a primeira ponte de um projeto de três. Bertol diz que não há previsão de mobilização para a construção da segunda travessia, mas afirma que a primeira é um sonho cada vez mais próximo de ser realizado.

Fonte: Região Celeiro Notícias